Uma certa Maria


Ariano Suassuna - essa figura linda

Amei mesmo estar ao lado  do grande Ariano Suassuna. Como ele mesmo disse: "não é todo mundo que consegue chegar aos 79 anos com um humor fantástico"...

Xenófobo até a última ponta, Ariano critica sem pena todo mundo que fala qualquer coisa que "ofenda" a nossa bela língua portuguesa.  

Em Oeiras, a velha capital piauiense, o mestre  riu quando o jornalista Francisco Magalhães brincou dizendo que não falaria "OK" para Suassuna nao perguntar  "Ocou o quê?".

O que me fez rolar de rir na palestra de Suassuna  foi o "rock" de Rutherford-Bohr, cantado pela voz rouca de Ariano.  Um primor.

Rutherford-Bohr/ Rutherford-Bohr/Rutherford-Bohr/

Modelos atômicos/

Rutherford-Bohr/ Rutherford-Bohr/Rutherford-Bohr/

Toda parede espera um prego

Rutherford-Bohr/ Rutherford-Bohr/Rutherford-Bohr/

Todo cavalo morto nao tem vida

Rutherford-Bohr/ Rutherford-Bohr/Rutherford-Bohr/

Em redor do buraco tudo é beira

Rutherford-Bohr/ Rutherford-Bohr/Rutherford-Bohr/

 

Ariano foi aplaudido. Desconfiado, perguntou: "vocês estão aplaudindo a música porque gostaram ou me aplaudindo porque acho isso ridículo?"

Esse é Suassuna.

Bjos e abraços. 

Volto sempre.  Eu sempre volto.

Nina



Escrito por Nina às 17h27
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Eu e você naquele maio

 

Estranhamente lembro de você, anjinho louro. Lembro do seu imenso olhar azul dentro do meu, aliás, insistentemente procurando o meu - mesmo sabendo que eu tentaria desviar o olhar todas as vezes possíveis.

 

Eu e você naquele maio.  A suas mãos apertando as minhas. O seu sorrindo encantando a minha visão. O seu hálito quase se misturando ao meu...

 

Estranhamente lembro de você, anjinho louro.  Lembro da sua vontade de falar comigo. Falar, falar, falar...

 

Quem ousaria esquecer o seu sorriso, anjinho louro? Quem? Não eu.

 

Eu e você naquele maio.  Sob o olhar crítico, severo, malicioso e sei lá mais o quê das outras pessoas... Isso de alguma forma assustou você.

 

Entretanto, já tarde para mim.  Eu já  queria tudo de você. Eu já nem resistia.   Pra ser sincera, eu já nem pensava mais. Eu não era mais senhora de mim. Nem dona dos meus atos, nem sabedora dos fatos. Eu só queria você.

 

Mas  você fugiu ao ver o primeiro olhar de repreensão.

 

Senhor da razão, fugiu da suposta cilada da vida.

 

Eu, senhora da emoção,  só queria o contato com a sua pele. O sabor do beijo. O afago  que morava nos seus abraços.

 

Eu e você naquele maio

 

O menino em você falou mais alto, não foi isso grande anjo louro?

 

A mulher em mim, calou-se!

 

Não para sempre que sempre é um tempo grande demais...

 

Estranhamente lembro de você, anjinho louro

 

Eu e você naquele maio.

Escrito por Nina às 19h10
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