Uma certa Gracinha


HOMICÍDIO DOLOSO

 

 

Fazer  sofrer talvez seja meu forte

Conheço a palavra que magoa

Domino o verbo que destoa

Ofertar a dor é meu norte

Venci a morte

Perdi a vida

Desconheço a sorte

Tenho alma desiludida

 

Eu sou à toa

Eu sou fingida

Não há quem suporte

Uma dor por mim impingida

 

Eu tô de boa.

Não queira que eu me desentorte.

Entre todas, sou a mais querida.

 

Fazer sofrer é meu forte.

Brincar de amor é meu esporte.

Sou a ave que não voa

Sou caixão, vela e coroa.

 

E do  amor sou homicida.

 

 

by Maria G.

Brincalhão

Eu sumo de quando em vez. Sou assim mesmo.  Mas a poesia vive em mim.

Sou Florbela Espanca, Vinicius de Moraes; Fernando Pessoa, Augusto dos Anjos.

Sou Oscar Wilde. Sou Tagore. Sou Luis de Camões. Sou Mário Quintana. Sou todos

os poetas vivos ou mortos.  Hoje eu renasci. Hoje de novo te matei...

 



Escrito por Maria G. às 23h46
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